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Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

personalidades (parte II)

 

Tento analisar o que diferiu durante o nosso crescimento, porém não consigo arranjar uma razão plausível, ou talvez sim...

Bem, a mais comum, pelo menos a que toda a família utiliza, é a razão genética. Aparentemente, fiquei com o mau feitio dos meus pais e da minha bisavó paterna. Devem pensar, ''xiiiii estás a abusar.'' mas não, é mesmo verdade, e quem me conhece muito bem, e convive comigo, a primeira coisa que diz sobre mim é, ''é muito fixe, mas tem um mau-feitio ...''

Mau feitio esse que, conforme mencionei no post anterior, começou a evidenciar-se aos meus 15/16 anos, quando percebi que, independentemente da minha inteligência ou maturidade intelectual, o meu irmão teria sempre mais razão e credibilidade que eu porque (passo a citar) ''ele é um homem!''.

Houve um dia que pensei, ''ok, se vocês não querem saber das minhas opiniões, eu passo a ser freelancer .''

Durante imenso tempo fui julgada, criticada, menosprezada, ignorada, e mais uma data de palavras acabadas em ' Ada ', por ter assumido esta postura, tão céptica e radical.

Pois bem, hoje em dia, posso dizer que me sinto bastante orgulhosa da pessoa que sou. Felizmente, faltam-me umas tantas características bastante comuns por estes lados, se há coisa que eu não sou é snob, falsa, hipócrita e cínica; e, acreditem ou não, ainda hoje sou alvo de bastantes críticas por não ter nenhuma destas características, consideradas de qualidades pelas pessoas que tentam a todo o custo pintar o seu sangue de azul.

Orgulho-me de ter Amigos que habitam em bairros sociais, conheço pessoas onde os seus meios de subsistência não podem ser declarados no IRS, gente que os últimos anos das suas vidas foram passados em retiros, que não os espírituais, ou que não têm dinheiro para pagar a renda da casa, que não têm possibilidade de comprar os livros escolares dos filhos. Sim, relaciono-me com ''esse tipo de pessoas''; brancos, pretos ciganos...

Mas também sei que posso até jantar com a realeza do mónaco, que não deixarei ninguém envergonhado. Pois toda a educação que recebi, mantenho-a comigo.

Não necessito de o provar a toda a hora, de fingir alguém que não sou, só para quem me vê achar que sou uma 'menina de bem'. Pelo contrário, prefiro que as pessoas me conheçam e façam elas próprias os seus juízos.

I feel ....: na boa
ruído de fundo: Sam the kid - Sobre(tudo)
Domingo, 12 de Novembro de 2006

personalidades

Sabem aqueles dias em que nós acordamos de manhã e sabemos que o dia vai correr mal?

Pois... hoje foi um desses dias. Acordei de uma noite bem dormida, e logo percebi que iria ser um dia que eu desejaria que terminasse o mais rápido possível .

Um dia de anhanso , como eu lhe costumo chamar.

Eu tenho tendência para analisar muito as coisas. Quando estou com a cabeça na terra, sou bastante observadora, tomo atenção a tudo. E houve algo que sempre me intrigou.

Á medida que a nossa vida vai passando, à medida que nós vamos crescendo, os outros vão também envelhecendo, e haverá sempre alguém que foi cúmplice , ou não, das nossas infantilidades que estará também presente na nossa vida mais adulta, é quase como se fosse a nossa base de comparação.

Também na minha vida houve, e ainda há, uma pessoa que sempre esteve presente, apesar de muitas vezes eu desejar que estivesse bem longe de mim; como devem ter percebido, o meu trauma transparece nas minhas palavras, estou a falar do meu irmão (sim, sou a caçula).

Talvez pela disputa que sempre houve entre nós, pela necessidade de provarmos que éramos melhor que o outro, levou com que eu crescesse a observar muito de perto a vida dele. Notei que á medida que ele amadurecia, que passava certas etapas que fizeram dele 'mais homem' (ou não), a credibilidade dele perante a hiérarquia superior da família, aumentava a olhos vistos.

Isto é, por mais disparatados que fossem os conselhos dele, eram ouvidos e muitas vezes acatados, porque (e passo a citar) ''ele é um homem!'' .

Cheguei a uma altura da minha vida, tinha eu os meus 15 ou 16 anos, percebi que não era por uma questão de coerência, mas de puro machismo, que vinha do topo da pirâmide. Deixei de tentar impressionar, e passei a preocupar-me únicamente a satisfazer a minha pessoa.

E foi aqui que começou as discrepâncias de opiniões e os conflitos mais directos...

I feel ....: na boa
ruído de fundo: Sam the kid - ''o recado''